o que muda na mudança?

sensações

May 16, 2012 at 3:04am
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Saudacoes

Bem-vindo a um texto sem acentuacao, cedilhas.. Da Australia!

A garden route foi otima, por sinal. Pena que me levaram meu computador - e consequentemente o meu diario de viagem. Que burrada…

Cheguei na australia.

Mas o rabo nao fica na cadeira!

O que se faz a respeito disso?

Nova Zelandia, Indonesia, thailandia, India, Nepal, Filipinas, Laos, Camboja e Vietnam.

Dinheiro na magreza, roupa suja, mas com certeza muita historia pra contar ( primeiro num caderno, dessa vez).
Dois meses e meio. Alegria!

Cambio, ate o proximo contato.
Ps: nao, nao tenho nada pra contar da aussie agora.

January 26, 2012 at 5:31am
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26/01 – antes de começar a Garden Route

Queria, antes de viajar, fechar os comentários da semana, porque aqui acontece tanta coisa que de um dia pro outro a memória já não suporta o monte de informação. Essa semana foi, hm, interessante. Como eu andava com dificuldades para ajudar a Caroline, pedi ajuda da Nandisa, a coordenadora, que conversasse com ela e dissesse que eu estava lá para ajudar ela, e que ela podia me pedir pra fazer o que quisesse. Na quinta-feira cheguei e a Caroline tinha me preparado uma surpresinha: a missão de cozinhar a janta das crianças para aquela noite. Claro que eu, já constrangida de saber que provavelmente a Caroline tinha ficado meio puta comigo, nem piei. Naquela hora eu só pensava: gente, to na África, o que que essa gente come? Eu posso responder: aqui é tudo um monte de gororoba daquelas bem melecadas, com muita pimenta, muito açúcar, e muito curry.E pra acompanhar a meleca, muito arroz, ou muita massa. Mais galinha. Ou peixei- calamari, nunca vou esquecer desse nome, é praga. Ou ainda de vez em quando umas carnes de cordeiro ( muito churrasco grego, aqueles tijolos de cordeiro que eles vão lasqueando, que de quebra já levam as moscas junto.ew.) Não sei porque essa insistência com o curry, que eu adorava antes de chegar aqui. Mas acho que alguns indianos tomaram conta da parte culinária de Cape Town. Até porque a população é formada em grande parte por eles. Enfim, continuando a minha história..

                Que pânico. Sabia que tinha que fazer arroz, porque não ia dar pra cozinhar com massa miojo. Ok, o que mais? Ah, achei uma bandeja de galinha congelada. É isso. Lembrei dos ensinamentos carnívoros do meu pai, mais os da minha mãe- herdados pela dona Anna que manda ver na cozinha- e fui pra banha. Comecei a cozinhar quando cheguei: cebola, pica um monte delas, frita, frita, frita, faz o arroz em outra panela, mete a galinha na cebola…Espera mil horas, mete alho, mete sal, mete açúcar,mistura tudo. Ah, e mais meio quilo de curry- porque no final das contas, é só ele que importa. Amaram!! Acabei de cozinhar as quatro da tarde. Terminei e fui embora. Fedendo e feliz!

                Dia seguinte:  Busquei o Keano na creche, que é dentro do terreno do SOS mesmo. Ele veio, lindo, a gente brincando de dar susto um no outro. Chegamos na casinha, e ele me pediu pra ler uma história. “qual?” “esse, com a mamãe ursa. É a minha mãe! Tu tem mãe?” … Dormiu no meu colo, enquanto eu lia a história do ursinho e o ursão, que nada tinha de mãe, mas pra ele era suficiente.

Caroline, que agora não perde uma, me mandou lavar as mesas, que teoricamente são branquinhas, mas lá eram marrons, pretas, cheias de mancha de gordura, tinta,poeira… Levei duas horas pra acabar com as mesas. Mas assim que terminei, lavei as portas dos armários. Acho que foi nesse momento que eu amoleci o coração da Auntie, e ela viu que eu não tava ali pra brincar de casinha. Graças a deus. Porque meus dedos racharam inteiros.

Quando eu acabava a última porta de armário, no quarto do Vincenzo, o do meio ( que descobri, tem oito), ele sentou do meu lado, se babando inteiro com a bala que eu trouxe escondido pra ele. Me perguntou a minha idade, falei que tinha 19. Ele disse :

“ eu tenho uma irmã que tem dezenove também”

“aé? Que legal. É aquela menina que mora aqui também?”

“ não, ela não mora aqui. Ela tem um namorado… tu tem namorado?”

 “eu não, vicenzo, e tu?”

 “ não…”

“ quer ter?”

“não sei…. a minha irmã tem um bebê também. Mas agora ela não vai mais pra escola.. é muito legal lá, se eu tiver namorada não vou poder ir”

 “aé? Quantos anos tem o bebê?”

 “ tá no estômago dela.”

“ legal Vicenzo, vai ser tio então…”

Deu uma risada, perguntou se eu conhecia Dragon Ball Z, falei que sim… E foi embora…

Essa semana passei mal, não consegui ir segunda no trabalho, deve ser a pimenta.

Terça pintamos as unhas das meninas. Eu e a Bárbara… Thadeu ajudou a coordenar. Foi uma festa, quase. Muito tri. Além disso, nada fora da rotina de Keano, Meninos, Limpeza, sanduíches…

E hoje vou viajar por 5 dias, fazer a famosa Garden Route com as gurias mais uma carioca que já é da turma, a Gabi, e a nossa baiana arretada de sempre, a Bartira. Wish me luck!

4:53am
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January 19, 2012 at 1:39pm
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1:34pm
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19/01 notas

SOS children’s village:  Consiste num tipo de um vilarejo, mais parecido com um condomínio, com quinze casas, uma escolinha para os toddlers, uma horta no fundo. Cada casa possui uma Auntie, uma titia, ou também uma mãe adotiva, e uma média de seis crianças que têm idades variando dos três até os dezesseis. Devem morar aqui um pouco mais de cem crianças.O meu trabalho, teoricamente, consiste em ajudar a Auntie da casa 14, que quer ser chamada de Caroline, que é o nome da prima dela, porque o dela é em khoza (não tenho certeza se é assim que se escreve, mas é uma língua africana que consiste em só três consoantes, e duas delas são uns  estalos de boca) e ninguém consegue pronunciar direito.

Quando cheguei na childrens, haviam uns cinco meninos dos seus seis ou sete anos levando bronca da moça que ao mesmo tempo falava comigo, me explicando  que eles não queriam ir para a escola naquela manhã e também haviam mandando alguém se foder.Achei engraçado, mas  bem antes de ouvir ela falando comigo, antes de ouvir o motivo das crianças estarem ali sentadinhas uma do lado da outra com cara de culpa, logo quando entrei na sala, elas me olharam com os olhos enormes, morrendo de curiosidade, algumas querendo rir mas escondendo, me olhando bem no fundo. Senti o meu coração apertar, vi que aquele era o meu primeiro contato e eu deveria estar pronta pra isso, mas senti a garganta ardendo. Quase chorei. Fiquei emocionada de finalmente conhecer as crianças que eu já havia depositado tanto carinho mesmo antes de tê-las conhecido.

Após a bronca a moça,  Nandisa, chamou uma senhora gordinha ,com cara de cansada, usando uma saia dessas compridas como toda a senhora usa por aqui. Era a Caroline. Nandisa me disse que eu iria ajudar a Caroline, e lá fui eu com a sra Caroline, que andava devagar pelo passado de Mama ( mulheres que cuidam dos bebês, babás. Amarram os nenês nas costas com um pano atravessado, assim como as cholas fazem na Bolívia e no Peru, e que com os anos deixam a coluna inclinada para a frente) mas tinha um riso muito simpático.

Ela me mostrou a casa, me contou quantas crianças moravam na casa dela, e deu. Eu fiquei quieta, já estava ansiosa e sem saber o que fazer, mas eram 8 da manhã e as crianças estavam todas ( as quatro) na escola e ela disse que não havia muito a ser feito. Ela ofereceu chá e disse que eu poderia vir pelo meio-dia nos próximos dias. Eu tomei, mesmo não querendo, porque ainda estava morrendo de vergonha dela, ainda mais porque eu e ela não nos entendíamos no nosso inglês. Ofereci para ajudar. Ela disse que não precisava.

Ocorreram nessa tarde  mais de doze “não precisa”s, e depois do décimo segundo eu parei de contar.

Quando conheci as crianças eram apenas três. Dois meninos de mais ou menos dez e onze anos, e o Keano, o meu favorito, um “primmo donno” de quatro anos. Lindo. Eles chegam da escola e os mais velhos trocam de roupa e vão lavar o uniforme atrás da casa, num balde. Devem lavar todos os dias, depois da escola, a camisa e as meias, porque eles não tem uniformes para todo dia. O Keano, que chega mais cedo, deve dormir, porque se ele come logo após a aula ( meio dia e quinze) ele dorme e quando acorda tem fome de novo, assim como todas as crianças da idade dele,mas não há comida para duas refeições durante o dia pra ele. Então todos os pequenos têm que dormir.

O almoço consiste em duas fatias de pão com geléia para os mais novos como o Keano, e três para os mais velhos.E essa é a refeição durante todo o dia. Se alguém fica com fome após a cota de pães e come um a mais, com certeza vai faltar para algum irmão.

Aqui todos são irmãos. Assim como todos adultos são tios e tias. São a família que eles têm.Entre as regras de funcionamento da  grande família estão: proibido falar do passado das crianças, proibido trazer qualquer tipo de doce, comida, bala, chocolate e essas porcarias para as crianças, assim como brinquedos e jogos. Também as fotos são proibidas ( o que me desculpe, já estou burlando).  Não vou entrar no mérito de comentar o que eu penso sobre as regras.

A atmosfera que ronda no Children’s Village é de cansaço, mas muito amor. O comportamento das Aunties com os voluntários é um pouco angustiante, porque a sensação que passa é que elas estão só permitindo que a gente assista eles vivendo porque fizemos doações  e não querem que participemos.Como um zoológico- não consigo esquecer essa analogia. Mas as crianças nos adoram. Elas precisam da gente e não querem que  a gente vá embora nunca. Isso ainda me arrepia. Essas crianças tem um passado que nos é um mistério, ninguém nos conta, mas o que sabemos é que quase todas são HIV positivas, algumas tem famílias que vêm visitar quando podem mas não tem dinheiro para sustenta-las, e muitas, quase todas, perderam os pais por causa da AIDS ou das drogas.

Algumas daquelas crianças foram abusadas pelos pais. E ninguém precisou apontar dedos pra sabermos.Elas adotam uma postura muito sexualizada , brincadeiras erotizadas e muitas vezes de muito primitivas, além da insistente idéia que as meninas têm de mexer comigo e com a Bárbara,porque  querem ver os nossos seios e sutiãs. Perguntam muito sobre ter filhos, sobre namoro, beijo na boca. Essas, todas com quatro,cinco, seis as vezes.Algumas dizem que estão grávidas, e que querem muito que algum dos meninos “make some babies” com elas.Também, algumas que já estão começando a criar corpo fazem questão de mostrar. Essa semana o Thadeu foi tirar uma foto de uma menina e ela propositalmente botou um seio  recém formado para fora. A Bárbara teve que intervir.

Acho que consegui resumir (bem resumido, eu sei) um mínimo de como funciona e o que é o SOS Children’s Village. A carência lá é generalizada. Tanto de amor quanto de necessidades mais de sobrevivência como comida e roupas. Aliado com uma instituição que quer prezar pelo relacionamento um pouco mais distante e por isso dificulta a abertura para quem está disposto a enrolar mangas e fazer  tudo o que for possível. E eu caí lá no meio, e vou tentar dar alguns nós em um que outro pedacinho de barbante que eu conseguir puxar. Lá, a gente precisa de trabalho, e muito. E precisamos fazer com menos do que o mínimo necessário. Mas o resultado não tem como ser mais prazeroso tanto pra mim, pra ti, pra nós, pra eles. Aqui a gente suja a mão e lava a alma. Todo dia, de uma forma diferente.

December 10, 2011 at 11:08am
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December 1, 2011 at 12:02pm
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October 22, 2011 at 8:12pm
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pingos e pontos

O cheiro do café dá fome.

O calor dá sede. O frio pede abraço. O cansaço pede licença. A alegria quer companhia. A tristeza também.

A velhice ama a juventude, que sempre quer estar do lado da velhice.Como que numa nostalgia,como que se completassem.

O pesado queria ser leve, quando que a leveza mais leve acaba sendo um peso.

A bolha é uma prisão de ar procurando o escape, subindo, subindo…

O relógio é o aviso do fim que vai chegar. Ele é o inimigo dos amantes, que queriam poder subir, subir na prisão da bolha colorida, mas ela sempre “ploc” depois de alguns tique-taques.

A meia-verdade é irmã da omissão, e elas duas são primas da mentira. Podem ser claras ou escuras, tanto faz, elas têm o mesmo sangue.

A inôcencia mora no paraíso, inteligência no inferno. Nós, no meio.

A pressa é inimiga da perfeição-que é namorada da motivação intrínseca - mas é a melhor amiga da preguiça.

Preguiça? Mas a preguiça é parada!

Não, a preguiça é de parar - parar que é difícil! nos faz sentir..

E o que é mais importante? A vitrine ou o produto?

October 13, 2011 at 10:19am
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LA GLORIA!!!!

um puta que pariu encaixaria-se…

October 3, 2011 at 1:11am
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O amor bom é facinho

” Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?

Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.

Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?

Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.

Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?

Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.

Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada. ”

Ivan Martins